Terça-feira, 6 de Junho de 2006

Ao desafio...

Não sei quem era quando aqui cheguei.
sei que sinto como um dia me senti
talvez quando parti e não me reencontrei
talvez como agora que não sei quem sou ou o que ainda faço aqui...

Perdi noção do tempo e de tudo o que era vão
perdi o ódio, o amor, tudo o que trazia no coração
Tornei-me pedra, das difíceis de penetrar
das que esquecem os sentimentos, das que esquecem como amar.

Quem serei um dia, não sei.
Quem quis ser ainda não esqueci.
Não perdi tudo o que dei
O que me deram é que eu perdi.


Não escrevia há séculos. Como?! Não sei, se para mim escrever era como respirar... talvez me tenha esquecido de como se faziam ambas as coisas.
Hoje desafiaram-me.
Hoje escrevi.
Hoje voltei.
Este é o resultado.
publicado por Carol às 23:00

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Segunda-feira, 1 de Maio de 2006

Desatar

Desato os nós
de um sem fim de tempo
e transformo-me num nada
que só eu sei quem sou...
publicado por Carol às 21:53

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Terça-feira, 11 de Abril de 2006

...

Perguntaste-me se eu estava feliz.
Eu estava ensonada, desejosa de me virar para o outro lado e voltar a adormecer, depois de ter rasgado o papel que embrulhava as prendas que com tanto amor me ofereceram. Com a voz fraca de quem dormita disse-te que sim juntamente com um forte abanão de cabeça, tão forte quanto a energia matinal permitiu.
E até acreditei que estava feliz. Como podia ter a ousadia de dizer que não?! Como achar que aquilo não era felicidade se tinha já tantas demonstrações de carinho a uma hora tão fresquinha do meu dia...?!
Quão ingrata poderia eu ser para não pôr sequer essa hipotese. E porque não achar-me feliz?!
Não encontrei tantas respostas, ou pelo menos tão convincentes, como eu queria, mas senti-me bem. Senti-me amada todo o dia, e sei que assim me deveria sentir em todos os outros, mas não me sentia feliz. Não aquele feliz de felicidade extrema que nos enche completamente e nos faz, por vezes, transbordar.
Não. Desculpa.
Sei que fazer-me feliz é um dos teus maiores objectivos desde que me puseste no mundo e sei também que és, provavelmente, a melhor amiga que alguem dia tive ou poderei vir a ter, mas não to poderia dizer. Sei o quanto te magoaria. Sei que provavelmente pensarias que a culpa, algures, foi tua, mas não.
Nunca te poderia dizer porque me sinto tão incompleta neste momento da minha vida. Ias achar-me ingrata, talvez. Ou então, abraçavas-me e tentavas suprimir todo o meu vazio e, provavelmente, não irias compreender porque fujo tanto daquilo que quero. Eu não entendo, ninguem entende e eu não censuro. Só nunca te poderia magoar, porque sei que me amas desde o dia em que soubeste que eu ia nascer...

***
publicado por Carol às 21:11

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Sábado, 1 de Abril de 2006

...

(...)

"Mas tu és tu e eu sou eu
não vejo o fundo ao nosso poço,
o meu é meu, dá-me o que é teu
depois veremos o que é nosso. "


Ary dos Santos
publicado por Carol às 23:13

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Terça-feira, 28 de Março de 2006

...

As palavras são a vida que te trazem pela mão
são espelhos, são cantigas
algumas já tão ouvidas,
outras que já nem sei quais são.

Quis conhecer-te de cor,
quis-te para mim sem me dar...
Tentei descobrir cada pormenor,
tentei tudo sem me entregar.

Com coisas tolas de menina ingénua,
de menina mimada que não sabe o que quer,
Descobri a minha alma, deixei-a nua...
...percebi que não sou nem menina, nem mulher.
publicado por Carol às 13:33

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Domingo, 12 de Março de 2006

Fugaz como o tempo...

Fazemos piruetas e damos cambalhotas, desengonçamo-nos sobre a delicada linha que nos mantém na vida e nos separa da morte e pisamos o risco do que é abuso, quando não é isso que nos faz felizes.
Que se arrisque, que se jogue e que se abuse daquilo que nos transforma em seres mais vivos e que nos mantém assim e que nos deixa sentir a vida a fluir dentro de nós, tudo bem. Mas rasar o perigo de perder quem amamos por momentos que nada nos acrescentam, porquê?!
De um momento para o outro tudo muda. Não se agarra a vida porque ela nos foge quando assim tem de ser mas, mesmo que inconformados, ninguém nos dá respostas aos porquês.
Não é a primeira e sei que não será a última, por mais que eu tente, mas esta situação fez-me pensar no que faço e deixo por fazer. Não há tempo para perder com indecisões e joguetes de "porque não?!" ou "talvez...?" Há tempo para viver e aproveitar...
...o melhor que se consiga porque, quando a vida tem de fugir, foge mesmo.


P.s.: Hoje é uma dia mto estranho. Hoje, Amiga, podes ter a certeza que estaremos sempre contigo e "Ele" estará sempre a olhar por ti... a partir de hoje.
publicado por Carol às 20:46

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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2006

Às Vezes

Às vezes posso sentir os olhos picar
e querer encostar a cabeça
e adormecer...
Às vezes posso querer esquecer
e adormecer a angustia
e voltar a acordar já esquecida...
Às vezes posso querer o que não tenho
e desejar o que não posso
e ainda assim perder o que não tive...
...mas, sabes, às vezes choro.
Às vezes não controlo e sinto pelos olhos.
Às vezes esqueço-me daquilo que deve ser e choro.
Choro como se o devesse,
como se nada fosse mais certo.
publicado por Carol às 21:53

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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2006

Pedaços

Aconteceu tudo tão rápido...
Mas tudo o quê, se nada se recorda?!

Chegou...
Conquistou espaços e abarcou corpo e alma
que ainda conheciam amarras.
Empurrou vontades contra a corrente
e deixou o vento guiar os desejos...
Quis mudar fundos,
o seu mundo, o pensar e o agir.

O que primeiro encontrou,
não foi mais do que uma ilusão.
A ilusão dos pedaços quebrados e colados,
na pressa de um sorriso,
de quem tenta esquecer o que não viveu.

Não era preciso.
Ela não precisava de mais palavras,
de mais uma esperança...
Bastaria a convicção, uma certeza, quem sabe...
...um colo, talvez.

mas é preciso saber dar quando se quer receber.
Por isso e tanto mais,
continua à espera...
...a colar pedacinhos do que,
há tanto tempo, se partiu.
Do que já foi e será,
no dia em que conseguir juntar os pedacinhos todos.
publicado por Carol às 23:36

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Domingo, 12 de Fevereiro de 2006

"Xiuu"

Pára.
Senta-te e descansa...
...sossega tudo o que se agita dentro de ti.

Respira.
Sem pressa
Sem a sofreguidão de quem deseja,
respira só.

Não tentes mais preencher vazios...
...espaços vãos,
horas vagas de memórias,
que farão sempre parte de ti.

Há vida para além das recordações.
Há sorrisos para além dos medos.
Há desejo, paixão, amor [talvez...]
sempre que se souber procurar...

Pára.
Acalma o turbilhão e olha em redor.
Se não valer a pena
não repararás sequer...


* Apeteceu-me. *
publicado por Carol às 22:42

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Domingo, 29 de Janeiro de 2006

...

Ombro...
...é agora que mais preciso de um.
Para agarrar, para descansar a cabeça, para sentir apoio, força e a coragem que [já] não tenho...talvez para ensopar de lágrimas, se assim tiver que ser.

Estou esgotada.
Estou sem forças e não vejo resultados.
Estou além...nem sei como estou.


*
publicado por Carol às 22:58

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